Este livro trata da complexa relação entre Economia e Meio Ambiente. Resultado de um trabalho conjunto entre professores e pesquisadores renomados na área, medicine afiliados à Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, help visa preencher uma lacuna na literatura. É a única referência em língua portuguesa que trata da Economia do Meio Ambiente numa perspectiva informada pela literatura internacional e pelos principais especialistas em cada assunto, stuff mas com enfoque direcionado à realidade brasileira.

Para esta 2ª edição seu conteúdo foi completamente revisado. Além disso, reformulou-se a estrutura do livro para refletir a evolução de conceitos e temas ambientais da atualidade nacional, incluindo três novos capítulos com destaque na valoração e mecanismos de compensação pelos serviços da natureza (carbono, água e biodiversidade), a avaliação econômica de usos do solo na floresta amazônica e o potencial para energia de fontes renováveis. Adicionalmente, reforçou-se a base teórica e metodológica presente na primeira parte do livro, com a adição de dois novos capítulos, sobre o fundamento termodinâmico da economia ecológica e a criação e aplicação de indicadores de sustentabilidade. Finalmente, foi elaborado um capítulo completamente novo sobre o tema de comércio internacional e meio ambiente.

O formato didático foi mantido, com a inclusão de exercícios, guias de leitura adicional e um estilo orientado para o uso em cursos dedicados ao tema de Economia do Meio Ambiente no Brasil.

 

SUMÁRIO

PARTE I - FUNDAMENTOS

  1. Economia ou economia política da sustentabilidade - Ademar Ribeiro Romeiro
  2. O fundamento central da economia ecológica - Andrei Cechin e José Eli da Veiga
  3. Economia dos recursos naturais - Maria Amélia Enríquez
  4. Economia da poluição - Eugenio Miguel Cánepa
  5. Mensurando a sustentabilidade - Paulo Gonzaga Mibieli de Carvalho e Frederico Cavadas Barcellos
  6. Contabilidade ambiental nacional: fundamentos teóricos e aplicação empírica no Braisl - Carlos Eduardo Frickmann Young
PARTE II - POLÍTICAS AMBIENTAIS E GESTÃO EMPRESARIAL
  1. Política ambiental - Maria Cecília Junqueira Lustosa, Eugenio Miguel Cánepa, Carlos Eduardo Frickmann Young
  2. As empresas e o desenvolvimento sustentável: a trajetória da construção de uma convenção - Valéria da Vinha
  3. Industrialização, meio ambiente, inovação e competitividade - Maria Cecília Junqueira Lustosa
  4. Energia, inovação tecnológica e mudanças climáticas - Alexandre d´Avignon
  5. Comércio e meio ambiente: evidências do setor agroexportador brasileiro - Luciana Togeiro de Almeida, Rodrigo Daniel Feix e Sílvia Helena Galvão de Miranda
PARTE III - A ECONOMIA DA BIODIVERSIDADE E SERVIÇOS AMBIENTAIS
  1. A valoração da biodiversidade: conceitos e concepções metodológicas - José Aroudo Mota, Marcel Burstzyn, José Oswaldo Cândido Junior e Ramon Arigoni Ortiz
  2. Diversidade biológica e dinamismo econômico no meio rural - José Eli da Veiga e Eduardo Ehlers
  3. Mercados para serviços ambientais - Fernando Cesar da Veiga Neto e Peter H. May
  4. O princípio poluidor-pagador e a gestão de recursos hídricos: a experiência europeia e brasileira - Marilene Ramos M. Santos
  5. Extrativismo, manejo e conservação dos recursos naturais na Amazônia - Alfredo Kingo Oyama Homma

 

 

 

Disponível para download no endereço abaixo:

discount http://www.mma.gov.br/estruturas/sfb/_arquivos/web_uso_sustentvel_e_conservao_dos_recursos_florestais_da_caatinga_95.pdf

Estão disponíveis para leitura on-line livros referentes à Economia Ecológica. A lista, medical  feita pela ISEE, order  está disponível no endereço abaixo.

 

http://books.google.com.pe/books?id=43ptQgAACAAJ&lr=&hl=en&source=gbs_similarbooks_r&cad=2

 

José Eli da Veiga

152 p.

14 x 21 cm

203 g.

ISBN 978-85-7326-518-9

R$ 36, generic 00

A legitimação da sustentabilidade como um novo valor é um processo que está, sovaldi sale em muitos aspectos, apenas engatinhando — no entanto, ele já possui uma história de mais de quatro décadas. Traçar um roteiro preciso dessa história, indicando seus avanços e recuos, bem como as armadilhas que têm impedido a construção de uma governança global do desenvolvimento sustentável, é uma das tarefas a que se propõe este livro.

Em A desgovernança mundial da sustentabilidade, José Eli da Veiga, professor titular da USP e autor de diversos livros sobre o tema, ilumina o complexo tabuleiro da política internacional no tocante à temerária atitude global em relação às bases naturais das quais depende o seu desenvolvimento. Mobilizando um vasto número de dados e informações, o autor cruza diversas fronteiras disciplinares, detendo-se no exame das Relações Internacionais e na análise de suas principais correntes teóricas.

Sem se deixar levar por extremos, esta obra denuncia os obstáculos na busca de processos que articulem em escala planetária prosperidade e conservação ecossistêmica, mas não se alinha com o discurso dos apocalípticos, arautos das catástrofes. O resultado é um livro lúcido, instigante e informativo, que se dirige tanto ao leigo como ao leitor iniciado na matéria.

José Eli da Veiga nasceu em São Paulo, em 1948. É professor titular da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador de seu Núcleo de Economia Socioambiental (NESA), e orientador em dois programas de pós-graduação: Relações Internacionais (IRI-USP) e Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Além de artigos em periódicos científicos nacionais e estrangeiros, e diversos capítulos de obras coletivas, publicou mais de vinte livros, entre os quais: Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI (2005), A emergência socioambiental (2007) e Sustentabilidade: a legitimação de um novo valor (2010). É colaborador das colunas de opinião do jornal Valor Econômico e da revista Página 22.

Como conciliar a necessidade de incrementar o desenvolvimento global e diminuir as desigualdades entre os países e as regiões, sem comprometer, de maneira irreversível, seus fundamentos naturais?

Essa questão, que hoje está no centro dos debates mais esclarecidos sobre o desenvolvimento, tem passado por inúmeros avanços e reveses. Neste livro, José Eli da Veiga — professor titular do Departamento de Economia da USP, pesquisador de seu Núcleo de Economia Socioambiental (NESA) e orientador dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) — traça a história, tão curta quanto complexa, desses dois termos que fazem parte de uma mesma equação crucial: desenvolvimento e sustentabilidade.

Reunindo e analisando informações de várias fontes, o autor aponta o descompasso que existe entre, de um lado, a governança global do desenvolvimentoe, de outro, a governança ambiental global, o que resulta em desgovernança — palavra-chave neste livro — no tocante às possibilidades de desenvolvimento sustentável.

Enquanto as origens da primeira remontam à ordem mundial que emerge após a Segunda Guerra — particularmente ao pacto de Bretton Woods (1944), que criou os principais organismos reguladores das trocas entre as nações, como o GATT, o FMI e o BIRD —, o termo sustentabilidade, embora tenha surgido em finais dos anos 1970, só entra de fato na agenda política internacional na década de 1990.

Acompanhando de perto os debates e os esforços, bem e malsucedidos, travados em torno do tema, José Eli da Veiga aborda os principais momentos de afirmação da noção de sustentabilidade, assim como os impasses, as reviravoltas e os retrocessos que o cercam, desde a primeira megaconferência sobre o meio ambiente humano, organizada pelas Nações Unidas em Estocolmo, em 1972 (que lança as bases do PNUMA — Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), passando pela Rio-92, pelas conferências das partes das principais convenções multilaterais sobre meio ambiente e muitos outros eventos, inclusive os que foram agendados pela Rio+20 para as cruciais decisões que deverão ser adotadas pela ONU em 2015.

Atento tanto às circunstâncias políticas que envolvem os fóruns de debate como aos textos resultantes de suas conferências — nos quais a inserção ou a omissão de uma palavra pode trazer sérias consequências de longo prazo —, o autor constata como a proliferação de convenções e protocolos, com seus respectivos secretariados independentes, ao multiplicar e fragmentar as instâncias decisórias das Nações Unidas, também contribuiu para a inviabilização de efetiva governança global do desenvolvimento sustentável.

Mais do que isso: ao examinar de maneira imparcial o papel dos diversos atores envolvidos na questão — organismos internacionais, governos, cientistas, tomadores de decisões e sociedade civil em geral —, José Eli da Veiga mostra como os impasses do presente só poderão ser superados com uma mudança epistemológica que, além de proporcionar um novo modo de entendimento das Relações Internacionais, derrube algumas das barreiras que separam as Ciências Humanas das Ciências Naturais.