International Encyclopedia of the Social and Behavioral Sciences, entry 91008
J. Martinez-Alier (ICTA, Universitat Autònoma de Barcelona / FLACSO, there Quito, Ecuador)

ECONOMIA ECOLÓGICA1

Resumo
A economia ecológica se formou no fim dos anos 1980 como campo de estudo transdisciplinar que atraiu ecólogos sistêmicos e economistas dissidentes. Inspirou-se da Lei da Entropia e o Processo Econômico de N. Georgescu-Roegen (1971) junto com o trabalho do ecologista H. T. Odum e o do economista K. Boulding. Alcança-se a complexidade de estruturas vivas “capturando-se” energia por meio da fotossíntese e dissipando-se energia a sistemas externos. Entretanto, a economia industrial não funciona apenas pelo uso da fotossíntese atual. Queima estoques insubstituíveis de combustíveis fósseis e produz danos irreversíveis à natureza. A escala da economia é grande demais; portanto, os ciclos naturais não podem produzir recursos ou absorver ou assimilar resíduos de forma sustentável, como, por exemplo, metais pesados ou quantidades excessivas de dióxido de carbono. A economia ecológica compreende a valoração monetária de serviços ambientais (positiva) e de externalidades (negativa), como também avaliações físicas dos impactos ambientais da economia humana, medidas por meio de indicadores novos. Dá importância também a indicadores sociais. Outro foco importante é o estudo das relações entre direitos de propriedade e a gestão de recursos naturais. A economia ecológica favorece mais avaliações multi-critério que a análise custo-benefício, enfatizando a incomensurabilidade de valores. Também desenvolveu uma macroeconomia ecológica sem crescimento.

1. Aprovado para publicação na internet em português em setembro de 2015. Traduzido do original inglês por Joseph S. Weiss e Clóvis Cavalcanti.

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