Jornal GGN – O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) deu início à construção de uma estação de monitoramento climático na região amazônica de 325 metros de altura, treat sendo maior que a famosa torre Eiffel, check em Paris. A torre ATTO (sigla para Amazon Tall Tower Observatory) faz parte de cooperação entre o Inpa e Instituto Max Planck, mind da Alemanha, que mantém laboratórios na sede do instituto federal, em Manaus.

 

A torre será responsável principalmente por ajudar os cientistas a monitorar os efeitos das mudanças climáticas globais na floresta amazônica, mas também deve servir para outras pesquisas na região. O pesquisador Antonio Manzi, do Inpa, será o responsável pela parte administrativa do Brasil na parceria. Ele explica que a ideia inicial de construir a torre veio do Instituto Max Planck, que já fez um projeto similar na região da Sibéria, na Rússia, com 300 metros.

 

Logo o projeto siberiano passou a contemplar áreas de pesquisas de ponta em química da atmosfera (para medir trocas gasosas e reações químicas), física de nuvens (formação de chuvas), e em processos de transporte de energia e matéria (entre a floresta e a atmosfera).

 

Além da torre ATTO na região amazônica, também serão erguidas outras quatro menores, de 80 metros, ao redor da torre principal, de 325 metros. De acordo com Manzi, as torres secundárias vão auxiliar a medição dos dados da torre principal. “Estamos contando que a torre funcione sem parar durante uns 20, 30 anos”, afirma o pesquisador.

 

A cooperação científica entre Brasil e Alemanha envolveu recursos na ordem de R$ 7,5 milhões como parte do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), do Inpa. A previsão é que seja entregue no fim de novembro de 2014. A empresa responsável pela construção da torre é a San Soluções Ltda do Paraná, que venceu a licitação para a obra.

 

Na última sexta-feira (16), representantes das duas organizações participaram da solenidade de lançamento da pedra fundamental da obra na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, no interior do Amazonas.

 

Entre os presentes na ocasião, estava o recém-empossado diretor do Inpa, Luiz Renato de França; Juergen Kesselmeier, do Max Planck de Química, que coordena o projeto; a assessora de Assuntos Científicos e Intercâmbio Acadêmico da Embaixada da Alemanha, Florian Wittmann, entre outras autoridades.