Sob o título de "Financiamento para a conservação da biodiversidade", seek Luciana Lopes Simões foi a vencedora do Prêmio Itaú Finanças Sustentáveis, look na modalidade lato sensu. A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica parabeniza sua ex-vice-presidente por esta conquista.

 

Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas / Gestão da Sustentabilidade

Orientador: Renata Pelegrino de Brito

 

Resumo: A necessidade de identificar novas fontes de recursos para promover a conservação da biodiversidade é a principal motivação deste estudo. É possível criar fundos reembolsáveis para financiar projetos desta ordem, order garantindo retorno ao investidor? Em sendo possível, que modelo de gestão adotar? As áreas de finanças desses projetos buscam gerar receitas novas, de longo prazo e de fontes diversificadas. Além do Estado, fontes bi e multilaterais têm provido receitas. Mas, o setor privado poderia ser um excelente investidor e ir além, influenciando clientes e fornecedores a investir. Um estudo do fenômeno de financiamento privado à biodiversidade é possível pela imersão nos casos existentes hoje, buscando conhecer as especificidades e inovações propostas por estes projetos. Três fundos de investimentos foram analisados neste trabalho. Todos eles estrangeiros, uma vez que nenhum com o perfil desejado foi identificado no Brasil. São fundos de longo prazo e com maturação por volta de 10 anos. O mais antigo deles investiu US$ 14,8 milhões até dezembro de 2009. Os outros indicam a continuidade da iniciativa após os primeiros 10 anos. Pela análise dos casos estudados ainda não é possível afirmar que existem fundos de investimento em biodiversidade que tenham propiciado retorno ao investidor. As experiências avaliadas estão se consolidando e neste momento não possuem resultados publicamente disponíveis. No Brasil, os fundos existentes operam a partir de doações. Nos materiais de divulgação destes fundos não se menciona retorno ao investidor. A falta de histórico de retorno torna o investimento pouco atrativo e prejudica a captação. Mas este cenário deve alterar-se, na medida em que os ativos da biodiversidade e os serviços ambientais passem a ser valorados pelo sistema econômico.