Nos meses de fevereiro e março de 2014 a Secretaria Executiva do FBMC, capsule  em atividade conjunta com a COPPE e IVIG/COPPE, store promoveu os Seminários: i) Extremos Climáticos no Brasil e seus rebatimentos no Setor Elétrico; ii) Conclusões do Quinto Relatório do IPCC Extremos Climáticos e seus Desdobramentos na Disponibilidade Hídrica e na Geração Elétrica no Brasil”. Estes Seminários debateram o Extremo Climático em curso no país naquele momento, search sob a luz da ciência do clima e seus efeitos diretos sobre a Disponibilidade e Abastecimento de Água e de Energia Elétrica.

As discussões levaram à conclusão de que o momento demandava ações que alertasse a sociedade às virtudes e fragilidades do nosso sistema gerador elétrico, baseado em recursos hídricos. Indicou-se, portanto, ser necessário antecipar-se às condicionantes climáticas, sob as quais não se tem um controle, e de forma imediata formatar ações voltadas à disseminação e fomento ao uso racional da energia elétrica, como forma de se evitar, no curto prazo, a adoção de medidas restritivas, a exemplo do ocorrido em 2001.

Os seminários indicaram ser urgente e imperativo dar sinais claros à sociedade da situação estabelecida no setor elétrico, com o objetivo de dividir as responsabilidades, com a sociedade e o setor produtivo na adoção de ações coletivas de uso racional da energia, sem ser necessário recorrer a punições como o corte de energia elétrica.

Como encaminhamento a Secretaria Executiva do FBMC endereçou ao então Ministro de Minas e Energia documento contendo as conclusões dos Seminários e suas sugestões de ações de curto prazo, a saber:

a)      Promover campanhas publicitárias e ações educativas, visando levar a população o conhecimento da situação hoje enfrentada pelo setor elétrico e incentivar a adoção de rotinas que se traduzam em um uso racional da energia elétrica;

b)      Criar incentivos de recompensa para aqueles consumidores que através de ações de racionalização de suas demandas, reduzam seu consumo mensal;

c)      Ativar as Comissões Internas de Conservação de Energia dos órgãos públicos e empresas estatais, para formar a implementar, no curto prazo, ações de racionalização de energia elétrica nas instituições;

d)      Convocar os grandes consumidores a unir força visando ampliar seus programas de eficiência energética e outras medidas para disponibilizar parte de seu consumo de energia;

e)      Incentivar Governos Estaduais e Prefeituras a adotarem esforços articulados para a implementação de um programa nacional de uso racional de energia elétrica;

f)       Promover ações que ampliem o uso da cogeração, autoprodução e geração distribuída nos diversos setores da economia.

Passado um ano dos eventos registrados no verão 2013/2014 realizamos em fevereiro de 2015 o seminário "A Crise Hídrica e a Geração de Energia Elétrica", onde foi verificado um aprofundamento do problema, trazendo novamente ao centro do debate quais as causas e efeitos dos extremos climáticos em curso. Importa, portanto, ter o conhecimento de como a escassez de água se traduz em seus impactos direto sobre a sociedade seja no aprofundamento de problemas crônicos da sociedade, como acesso ao sistema de abastecimento de água e saneamento, saúde e geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, bem como em suas implicações econômicas.

Nesse contexto, como forma de dar continuidade ao debate referente ao quadro de escassez de água e prováveis restrições ao pleno funcionamento do Sistema Interligado Nacional de Geração de Energia Elétrica, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ) e o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/COPPE) tem o prazer em convidá-lo(a) para participar do Seminário “A Crise Hídrica e Questões do Clima” (agenda anexo).

O Seminário será realizado no dia 19 de março de 2015, no período de 14:30h às 18:00h, no auditório do IVIG, localizado na Av. Pedro Calmon, s/nº - Prédio anexo ao Centro de Tecnologia – Cidade Universitária - Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ.