Esta edição é dedicada ao tema economia verde, help contendo 18 artigos de especialistas de diversos setores da sociedade que apresentam caminhos para a transição no Brasil e no mundo rumo a um modelo de crescimento econômico mais inclusivo e liderado por setores de baixo impacto ambiental. Publicada em junho de 2011. 207 páginas. Disponível em formato eletrônico e impresso (edição limitada).

http://www.conservacao.org/publicacoes/politicaambiental8.php

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Siglário


Prefácio

Resumo executivo

Delineamentos de uma economia verde
Helena Pavese 

O caráter necessariamente sistêmico da transição rumo à economia verde
Alexandre D’Avignon e Luiz Antônio Cruz Caruso

Economia verde e/ou desenvolvimento sustentável?
Donald Sawyer 

Perspectivas internacionais para a transição para uma economia verde de baixo carbono
Eduardo Viola

Economia verde na América Latina: as origens do debate nos trabalhos da CE PAL
Márcia Tavares 

O papel do crescimento inclusivo para a economia verde nos países em desenvolvimento
Clóvis Zapata 

O Brasil e a economia verde: um panorama
Francisco Gaetani, Ernani Kuhn e Renato Rosenberg

Potencial de crescimento da economia verde no Brasil
Carlos Eduardo F. Young

O Brasil e a economia verde: fundamentos e estratégia de transição
Cláudio Frischtak 

Inovação e tecnologia para uma economia verde: questões fundamentais
Maria Cecília J. Lustosa 

Agricultura para uma economia verde
Ademar R. Romeiro 

Economia verde e um novo ciclo de desenvolvimento rural
Arilson Favareto 

O desmatamento da floresta amazônica: causas e soluções
Bastiaan P. Reydon 

A transição para uma economia verde no direito brasileiro: perspectivas e desafios
Carlos Teodoro Irigaray 

Mecanismos de mercado para uma economia verde
Peter H. May 

Valoração e precificação dos recursos ambientais para uma economia verde
Ronaldo Seroa da Motta 

O papel das instituições financeiras na transição para uma economia verde
Mário Sérgio Vasconcelos 

Mensuração nas políticas de transição rumo à economia verde
Ronaldo Seroa da Motta e Carolina Dubeux

O Ministério da Ciência e Tecnologia vai divulgar nas próximas semanas um plano de investimentos em pesquisas voltado à economia verde, treat disse o coordenador-geral de Mudanças Climáticas da pasta, Marcos Heil Costa.

Ele participou de seminário promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. Costa disse que o assunto está sendo tratado no planejamento do ministério. "O Ministério da Ciência e Tecnologia pretende investir em áreas como energias renováveis, economia do conhecimento e até mesmo na economia do extrativismo de forma sustentável, sempre promovendo o desenvolvimento sustentável."

 

Os investimentos serão feitos por meio de editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e também por mecanismos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do próprio MCT.

 

De acordo com ele, tentar diminuir o impacto das mudanças climáticas e prever com mais rapidez esses eventos são dois desafios que o mundo terá de enfrentar nos próximos anos.

 

Para ele, o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) é a primeira grande resposta do governo brasileiro às mudanças climáticas. "Desastres naturais têm ocorrido no Brasil, aparentemente cada vez mais intensos, com maior perda de vidas e de bens materiais, e o governo então criou esse centro para responder a essa ameaça."

 

O centro entrará em funcionamento em 25 municípios brasileiros, em novembro próximo, e deverá estar operando 100% em quatro anos, atendendo mil cidades que apresentem maior risco de desastres naturais.

 

Costa disse que, a princípio, o centro pretende monitorar três tipos de desastres naturais: deslizamentos de terra, enchentes e perdas de safra agrícola devido à seca, principalmente no Nordeste.

 

Os tempos de resposta, assinalou ele, variam de acordo com o tipo de desastre natural. "No caso dos deslizamentos, o tempo de resposta estimado é entre duas e seis horas; no caso de enchentes, entre 12 e 24 horas; e no caso de secas, são 30 dias. Em todos os casos, acredita-se que seja tempo suficiente para que a Defesa Civil possa se organizar e atenuar os efeitos do desastre natural seja removendo as pessoas de áreas afetadas ou distribuindo alimentos, no caso de quebra de safra."

(Agência Brasil)

 

Durante os dias 10 e 12 de agosto, especialistas debaterão temas relacionados à sustentabilidade e ao agronegócio.

Como a sustentabilidade tem sido tratada pelo setor do agronegócio? Já há no Brasil produtores com práticas sustentáveis de agropecuária? Tal prática é uma tendência, uma regra ou um diferencial de mercado? Há incentivos para quem deseja produzir de maneira sustentável? Como atender ao desafio de manter o Brasil como provedor mundial de matérias-primas e alimentos sem abrir mão da conservação do meio ambiente?

 

Para responder a essas questões e debater a sustentabilidade do agronegócio, a cidade de Barretos, no interior de São Paulo, reunirá, entre 10 e 12 de agosto, um time de especialistas no 1º Fórum Internacional de Economia Verde - Estratégias para o Agronegócio. Durante os três dias de evento, estudiosos, economistas, empresários, políticos e ambientalistas, entre outras personalidades, nacionais e internacionais, apresentarão o que há de mais atual sobre sustentabilidade e sua relação com o agronegócio. Serão apresentados temas como a sustentabilidade como fator estratégico; a liderança do Brasil na produção de etanol de cana de açúcar; o ciclo de produção da carne bovina; arquitetura sustentável; modelo de agronegócio sustentável e linhas de créditos para economia verde.

 

Segundo Marcos Murta, presidente de "Os Independentes", uma das organizações realizadoras do encontro, Barretos foi escolhida como cidade sede por estar localizada em um importante polo de desenvolvimento do agronegócio, com uma forte tradição agropecuária. "O objetivo é reunir especialistas para discutir ideias com a iniciativa privada, administração pública, academia e ONGs em busca de soluções inteligentes e possíveis para esse cenário", explica.

 

Entre os especialistas já confirmados estão o jornalista francês Jacques Secondi, que escreve sobre desenvolvimento sustentável para o jornal Le Nouvel Economiste; o arquiteto inglês Nick Lomax, fundador da LCE Achitects UK, um dos escritórios mais premiados em sustentabilidade no mundo; o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb, especialista em energia e meio ambiente, responsável pelo projeto da Biblioteca José Mindlin, na Universidade de São Paulo e colaborador no projeto da Natura, em Cajamar (SP); o empresário Ricardo Young, do Instituto Ethos; Carlos Barbiere, gerente de Sustentabilidade do Frigorifico Minerva; Paulo Estevão Cruvinel, pesquisador do EMBRAPA e coordenador executivo da Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIDA/FINEP/CNPQ); e o prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde (MT) Marino José Franz, responsável, junto com a ONG The Nature Conservancy (TNC) pelo "Projeto Lucas do Rio Verde Legal", referência em todo o país por diminuir consideravelmente os passivos ambientais do município.

 

A caminho da sustentabilidade - Sustentabilidade é a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável, uma nova maneira de pensar os meios de produção, os hábitos de consumo e de tomar decisões levando em conta as pessoas, a economia e o planeta. Desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações, ou seja, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição, que surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente, criada pelas Nações Unidas, há muito tempo deixou de ser uma teoria para virar prática de gestão das principais organizações do mundo e uma realidade na vida de milhares de consumidores preocupados com o futuro do planeta.

 

No Brasil, são várias as empresas que já adotam práticas sustentáveis em seus processos. No entanto, qual a realidade do agronegócio brasileiro? E mais: como pensar em desenvolvimento sustentável no país sem debater o setor que representa cerca de um terço de seu PIB? Sem contar as exportações, que de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atingiram o recorde de US$ 76,4 bilhões em 2010, o que representa 37,9% da balança comercial, e devem ser maiores em 2011, alcançando US$ 85 bilhões.

 

Marisa Murta, organizadora do FIEV, explica que o Fórum tem como principal objetivo iniciar os debates sobre a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, apresentando conceitos e exemplos práticos do que tem sido feito e pode ser replicado. "Acima de tudo, teremos uma oportunidade de educação para a sustentabilidade e de estimulo às boas práticas agropecuárias que levem em conta os aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais", observa.

 

Segundo ela, toda a programação do FIEV está divida sob esses quatros pilares. "Na mesa 'Economia Verde', por exemplo, apresentaremos as linhas de crédito que contemplam a eficiência energética, o que contribui para o desenvolvimento econômico dos negócios. A questão ambiental estará presente no debate sobre produção de etanol, entre outras palestras. Para abordar o aspecto social, teremos alguns cases de modelos de negócios sustentáveis. Para completar, no setor cultural, especialistas debaterão os desafios da educação ambiental no Brasil".

 

Na plateia, são esperadas cerca de 500 pessoas que representem diversos setores. "Além dos produtores rurais, nosso principal público, temos procurado mobilizar também ONGs, representantes da sociedade civil, empresários e estudantes, pois esse debate só alcançará resultados efetivos quando contar com a mobilização de toda a sociedade", conclui.

 

Infraestrutura - O 1º FIEV acontecerá no Parque do Peão (Rod. Brigadeiro Faria Lima, km 428 - Zona Rural), local conhecido nacionalmente por abrigar a Festa de Peão de Barretos, a maior do Gênero na América Latina.  Além de ter a disposição toda a infraestrutura da cidade, com hotéis e rede de comércio, os participantes do Fórum poderão utilizar também o camping Os Independentes, que fica dentro do próprio parque e será disponibilizado gratuitamente durante os três dias do evento.

 

Para participar do 1º FIEV, os interessados devem realizar a inscrição em www.independentes.com.br/fiev. O custo para cada um dos dias é de R$ 50,00. No entanto, para quem participará dos três dias o valor é R$ 100,00 pelo pacote. Metade de toda a renda obtida com as inscrições será revertida para a construção do Pavilhão de Hipoterapia, no Parque do Peão.

 

Confira a programação completa em www.independentes.com.br/fiev.

(Informações da comissão organizadora do FIEV)

O Painel das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) acaba de lançar o primeiro relatório sobre Decoupling, ask conceito utilizado para exprimir o crescimento econômico sem aumento da pressão sobre o meio ambiente.

Alguns dos desafios-chave elencados no relatório são:

 

How can the understanding of global resource flows and their associated environmental impacts be coupled to related challenges, medicine such as climate change and the role that ecosystem services play?

How can policymakers (and the general public) be convinced about the absolute physical limits to the quantity of non-renewable natural resources available for human use under current economic conditions?

How can the decoupling that has already started to happen at least in some countries lead to rapid escalations in investments in innovations and technologies to accelerate decoupling more generally?

How can appropriate market signals be developed to help resource productivity increases become a higher priority?

How can cities best become the spaces where ingenuity, resources, and communities come together to generate practical decoupling in the ways cities produce and consume?

How can decoupling come to be accepted as a necessary precondition for reducing the levels of global inequality and eventually help eradicate poverty?

 

 

http://www.unep.org/resourcepanel/decoupling/files/pdf/Decoupling_Report_English.pdf - Em Inglês

 

A iniciativa Green Economy (Economia Verde), treatment lançada pelo PNUMA em 22 de outubro de 2008, sales tem como objetivo mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural.

Concebida com o apoio de economistas, remedy a ação pretende criar uma oportunidade única de mudar o futuro da economia. Acredita-se que os setores de energia e tecnologia limpa, incluindo reciclagem, energia rural, energia renovável e biomassa sustentável; de agricultura sustentável, incluindo orgânicos; de infraestrutura ecossistêmica; de redução de emissões por desmatamento e de construções verdes são fundamentais para uma mudança maior na economia, para a sustentabilidade e para a geração de empregos.

A iniciativa está fundamentada em três pilares: valorização e divulgação de serviços ambientalmente corretos para consumidores; geração de empregos no marco dos empregos verdes (Green Jobs) e definição de políticas nesse sentido; instrumentos e indicativos do mercado capazes de acelerar a transição para uma economia verde.

Dentro desse marco, conta com três produtos principais:

 

 

A iniciativa irá utilizar o trabalho e conhecimento produzido pelo PNUMA, pelo Sistema ONU e por outros centros de pesquisa para analisar impactos e oportunidades, desde mudança na venda de peixes, combustíveis e outros subsídios até mecanismos de inovação de mercado e produtos financeiros para já começar a mudança de paradigma econômico. Espera-se que seja fornecido aos governos - tanto dos países desenvolvidos quanto dos em desenvolvimento - um estudo amplo e instrutivo para que realizem a devida transição para uma economia efetivamente verde.

Para conhecer mais sobre a Iniciativa Economia Verde, clique aqui.

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