Durante os dias 10 e 12 de agosto, especialistas debaterão temas relacionados à sustentabilidade e ao agronegócio.

Como a sustentabilidade tem sido tratada pelo setor do agronegócio? Já há no Brasil produtores com práticas sustentáveis de agropecuária? Tal prática é uma tendência, uma regra ou um diferencial de mercado? Há incentivos para quem deseja produzir de maneira sustentável? Como atender ao desafio de manter o Brasil como provedor mundial de matérias-primas e alimentos sem abrir mão da conservação do meio ambiente?

 

Para responder a essas questões e debater a sustentabilidade do agronegócio, a cidade de Barretos, no interior de São Paulo, reunirá, entre 10 e 12 de agosto, um time de especialistas no 1º Fórum Internacional de Economia Verde - Estratégias para o Agronegócio. Durante os três dias de evento, estudiosos, economistas, empresários, políticos e ambientalistas, entre outras personalidades, nacionais e internacionais, apresentarão o que há de mais atual sobre sustentabilidade e sua relação com o agronegócio. Serão apresentados temas como a sustentabilidade como fator estratégico; a liderança do Brasil na produção de etanol de cana de açúcar; o ciclo de produção da carne bovina; arquitetura sustentável; modelo de agronegócio sustentável e linhas de créditos para economia verde.

 

Segundo Marcos Murta, presidente de "Os Independentes", uma das organizações realizadoras do encontro, Barretos foi escolhida como cidade sede por estar localizada em um importante polo de desenvolvimento do agronegócio, com uma forte tradição agropecuária. "O objetivo é reunir especialistas para discutir ideias com a iniciativa privada, administração pública, academia e ONGs em busca de soluções inteligentes e possíveis para esse cenário", explica.

 

Entre os especialistas já confirmados estão o jornalista francês Jacques Secondi, que escreve sobre desenvolvimento sustentável para o jornal Le Nouvel Economiste; o arquiteto inglês Nick Lomax, fundador da LCE Achitects UK, um dos escritórios mais premiados em sustentabilidade no mundo; o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb, especialista em energia e meio ambiente, responsável pelo projeto da Biblioteca José Mindlin, na Universidade de São Paulo e colaborador no projeto da Natura, em Cajamar (SP); o empresário Ricardo Young, do Instituto Ethos; Carlos Barbiere, gerente de Sustentabilidade do Frigorifico Minerva; Paulo Estevão Cruvinel, pesquisador do EMBRAPA e coordenador executivo da Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIDA/FINEP/CNPQ); e o prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde (MT) Marino José Franz, responsável, junto com a ONG The Nature Conservancy (TNC) pelo "Projeto Lucas do Rio Verde Legal", referência em todo o país por diminuir consideravelmente os passivos ambientais do município.

 

A caminho da sustentabilidade - Sustentabilidade é a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável, uma nova maneira de pensar os meios de produção, os hábitos de consumo e de tomar decisões levando em conta as pessoas, a economia e o planeta. Desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações, ou seja, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição, que surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente, criada pelas Nações Unidas, há muito tempo deixou de ser uma teoria para virar prática de gestão das principais organizações do mundo e uma realidade na vida de milhares de consumidores preocupados com o futuro do planeta.

 

No Brasil, são várias as empresas que já adotam práticas sustentáveis em seus processos. No entanto, qual a realidade do agronegócio brasileiro? E mais: como pensar em desenvolvimento sustentável no país sem debater o setor que representa cerca de um terço de seu PIB? Sem contar as exportações, que de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atingiram o recorde de US$ 76,4 bilhões em 2010, o que representa 37,9% da balança comercial, e devem ser maiores em 2011, alcançando US$ 85 bilhões.

 

Marisa Murta, organizadora do FIEV, explica que o Fórum tem como principal objetivo iniciar os debates sobre a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, apresentando conceitos e exemplos práticos do que tem sido feito e pode ser replicado. "Acima de tudo, teremos uma oportunidade de educação para a sustentabilidade e de estimulo às boas práticas agropecuárias que levem em conta os aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais", observa.

 

Segundo ela, toda a programação do FIEV está divida sob esses quatros pilares. "Na mesa 'Economia Verde', por exemplo, apresentaremos as linhas de crédito que contemplam a eficiência energética, o que contribui para o desenvolvimento econômico dos negócios. A questão ambiental estará presente no debate sobre produção de etanol, entre outras palestras. Para abordar o aspecto social, teremos alguns cases de modelos de negócios sustentáveis. Para completar, no setor cultural, especialistas debaterão os desafios da educação ambiental no Brasil".

 

Na plateia, são esperadas cerca de 500 pessoas que representem diversos setores. "Além dos produtores rurais, nosso principal público, temos procurado mobilizar também ONGs, representantes da sociedade civil, empresários e estudantes, pois esse debate só alcançará resultados efetivos quando contar com a mobilização de toda a sociedade", conclui.

 

Infraestrutura - O 1º FIEV acontecerá no Parque do Peão (Rod. Brigadeiro Faria Lima, km 428 - Zona Rural), local conhecido nacionalmente por abrigar a Festa de Peão de Barretos, a maior do Gênero na América Latina.  Além de ter a disposição toda a infraestrutura da cidade, com hotéis e rede de comércio, os participantes do Fórum poderão utilizar também o camping Os Independentes, que fica dentro do próprio parque e será disponibilizado gratuitamente durante os três dias do evento.

 

Para participar do 1º FIEV, os interessados devem realizar a inscrição em www.independentes.com.br/fiev. O custo para cada um dos dias é de R$ 50,00. No entanto, para quem participará dos três dias o valor é R$ 100,00 pelo pacote. Metade de toda a renda obtida com as inscrições será revertida para a construção do Pavilhão de Hipoterapia, no Parque do Peão.

 

Confira a programação completa em www.independentes.com.br/fiev.

(Informações da comissão organizadora do FIEV)

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